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Mounjaro e Ozempic: o que pedir quando o apetite encolheu

02/06/2026Equipe BeneditoGuias

Quem está em tratamento com Mounjaro ou Ozempic come menos e continua querendo comer bem. Um guia prático do cardápio do Benedito pelo tamanho real de cada prato.

Lombo de salmão grelhado acompanhado de legumes salteados na manteiga de ervas.

Uma parte boa do nosso salão hoje come diferente do que comia há dois anos. Mounjaro, Ozempic, Wegovy e companhia mudaram o apetite de muita gente que gosta de jantar fora. A fome chega mais tarde, some mais cedo, e um prato que antes acabava inteiro agora fica pela metade.

Isso não é motivo pra parar de sair pra comer. É motivo pra pedir diferente. Este guia é sobre isso, com o cardápio da casa na mão.

Um aviso antes: a gente cozinha, não receita. Nada aqui é orientação médica, e quem manda no seu tratamento é o seu médico. O que a gente conhece é o tamanho e o peso de cada prato que sai da nossa cozinha.

O truque que ninguém usa: a gramagem está no cardápio

No cardápio do site, quase todo prato mostra a gramagem ao lado do nome. Foi feito pra transparência, mas virou a ferramenta mais útil pra quem come pouco. A diferença entre um prato e outro é maior do que parece:

  • Risoto de polvo: 100 g.
  • Risoto de mignon e brie: 102 g.
  • Risoto de cogumelos frescos: 145 g.
  • Confit de pato com arroz de pato: 380 g.
  • Short rib bovino ao molho de cogumelos: 450 g.

São quatro vezes e meia de diferença entre o primeiro e o último. Antes de pedir, dá uma olhada no número. Ele evita a frustração de encarar um prato que você não vai vencer.

Pratos que já nascem no tamanho certo

Nenhum truque, nenhuma adaptação. São pratos que a casa serve assim todo dia:

  • Risoto de polvo (100 g). O menor prato principal da casa, puxado no caldo de polvo e na manteiga de ervas.
  • Risoto de mignon e brie (102 g). Pequeno e denso, com redução de frutas vermelhas.
  • Salmão com legumes (190 g). Proteína limpa e legumes salteados, sem massa nem arroz do lado. É o prato mais direto do cardápio pra quem quer proteína e vegetal.
  • Polvo Benedito (180 g). Grelhado, com aspargos, alho-poró e tomate salteado.
  • Gnocchi de cogumelo (168 g). A opção vegetariana que não pesa.
  • Salada verde com frango grelhado. Quando a vontade é comer leve sem abrir mão da proteína.

Entrada como prato principal

Talvez a melhor estratégia da casa, e ninguém precisa pedir licença pra usar. Várias entradas nossas resolvem um jantar inteiro pra quem está comendo pouco:

  • Gratinado de mignon (130 g). Cubos de mignon gratinados com gorgonzola. Proteína pura.
  • Steak tartar (170 g). Carne crua temperada, com azeite trufado e mostarda Dijon.
  • Hambúrguer de pato (100 g). Dupla de mini hambúrguer com patê de fígado e redução de frutas vermelhas.
  • Bolinho de moqueca (100 g). Pescada amarela com molho de moqueca e aioli.
  • Burrata (170 g). Cremosa, com tapenade e pesto. Boa pra dividir e ainda sobrar.

Sobremesa sem virar problema

A parte doce costuma ser onde a conta não fecha. Três da nossa carta são pequenas de fábrica:

  • Torta de nozes da D. Ana (50 g). O bolinho que a mãe do chef faz. É a menor sobremesa da casa e a mais pedida.
  • Strudel com sorbet (60 g). Folhado de maçã com sorbet de limão.
  • Creme gelado de manga (80 g). Polpa de manga cremosa, sem adição de açúcar.

O que a gente faz e o que a gente não faz

Aqui vale ser reto, porque promessa que não se cumpre estraga a noite:

  • Meia porção a gente não faz. A cozinha não fraciona prato, e o preço é por prato inteiro. Por isso este guia aponta o que já é pequeno em vez de prometer o que não existe.
  • Trocar acompanhamento depende do prato. Em alguns dá pra trocar o arroz ou a fritas por legumes, em outros a montagem não permite. Pergunte à equipe na hora do pedido, que a resposta vem na hora.
  • Levar o resto pra casa, sempre. Não terminou? A gente embala e você leva. Sem cerimônia e sem cara feia. Comida boa no dia seguinte continua sendo comida boa.

Três coisas que ajudam na mesa

  • Peça em etapas. Uma entrada primeiro, decide o principal depois. Pedir tudo de uma vez costuma terminar com metade do prato frio na mesa.
  • Avise que você come devagar. A equipe segura o ritmo do salão e não empilha prato na sua frente.
  • Vinho em taça existe por um motivo. Se o álcool passou a bater diferente, nossa carta tem taça e meia garrafa. Dá pra brindar sem abrir 750 ml.

Comer fora com apetite menor não é comer pela metade. É escolher melhor. E escolher melhor é justamente o que a gente faz aqui há 10 anos, no Cambuí, em Campinas.

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